COMPARAÇÃO ENTRE REPRESENTAÇÕES CAMPO-CIDADE DE HABITANTES DA ZONA RURAL DE BUGA (COLÔMBIA) E INVESTIGAÇÕES E REFLEXÕES CRÍTICAS BRASILEIRAS SOBRE O TEMA

Henry Granada e Gustavo Martineli Martineli

Resumo


 

Este trabalho apresenta pesquisa feita na Colômbia que investigou os significados de vocábulos ao rural e ao urbano entre 18 habitantes da zona rural do Município de Guadalajara de Buga (Colômbia). Os resultados mostraram: atribuição de características positivas ao “campo”, sem desconsiderar algumas carências; as características fundamentais do “camponês” são sua relação de trabalho com a terra e sua generosidade social; a zona urbana é definida como “construções densas” e insegurança; a zona rural pode ser entendida como ofertando “qualidade de vida” e exigindo muito esforço. Enquanto jovens brasileiros urbanos reportam uma relação predominantemente utilitária com o rural, jovens de comunidades tradicionais brasileiras reportam uma imagem da cidade como mais desejável e os adultos a consideram perigosa e desumana. A cidade na América Latina tem sido “ruralizada” há séculos e a mecanização tem produzido uma urbanização do rural. A distinção representacional se dá por uma hierarquização da identidade psicossocial relacionada aos dois espaços. Rural e urbano constituem uma totalidade. O campo apresenta carências importantes, mas remediáveis se os atores urbanos valorizarem o próprio campo e a comunidade rural se empoderar desde uma perspectiva territorial.

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